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Em outubro, o cidadão terá a oportunidade que não deve ser desprezada para escolher o melhor, o novo e trocar o que aí está

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Fonte: O Documento

No momento em que o jornal O Estado de São Paulo publica, na edição deste domingo, ampla reportagem sobre o aumento dos índices da mortalidade infantil, que estacionara há 26 anos nos mesmos dígitos – e cresceu 10%, me cumpre fazer uma intersecção desses números com uma proposta que anda nas caladas no Congresso Nacional uma absurda proposta de aumento do teto salarial para senadores, deputados federais, ministros de Estado, juízes e promotores da ordem de 26% - o que deve se concretizar em muito breve.

Esses números equidistantes traduzem que as nossas autoridades continuam indiferentes às mazelas sociais. No campo da saúde, é enorme, igualmente, a quantidade de óbitos – na casa dos 8 mil/ano – pelo simples fato de não haver na rede ambulatorial publica brasileira equipamentos básicos como o Raio-X. Isso sem contar as dezenas de milhares/ano de pacientes que falecem por falta de atendimento adequado. Enquanto as pessoas padecem por falta de ações básicas do Estado, os que estão no topo do controle do País seguem suas vidas, amparando as suas família, parentes e amigos dentro da mais inadmissível e criminosa mordomia, em todos modos e formas.

Esta reflexão atende apenas ao setor da saúde. Imaginem mazelas, na habitação, saneamento básico, emprego e segurança pública, que deve fechar este ano com mais 80 mil mortes no ano, mais que a guerra na Turquia, que crava 15 mil mortos ano.

No próximo dia 07 de outubro, o cidadão tyerá a oportunidade de, se não acabar com este estado deplorável de coisas, pelo menos começar a mudar. É uma oportunidade para fazer trocas e melhores escolhas, elegendo pessoas realmente comprometidas como o bem comum, com um pais (e Estado) mais justo, com a retidão e seriedade na condução da coisa pública.

Tenho destacado nas inúmeras palestras que ministro que não são os homens públicos eleitos ou indicados o maiores responsáveis pelas mudanças que urgem. A cada cidadão há o peso da decisão, da melhor decisão, para a direção mude. Basta apenas ponderar, medir e mudar. As escolhas e o desejo de mudar esse quadro lastimável são bem mais afeitas, necessárias e importantes ao cidadão que o simples ato de votar por votar. Uma escolha correta pode mudar o que está aí.