Jogo do Bicho nunca parou e continua a todo vapor em Mato Grosso

Fonte: Circuito MT A polícia chegou ao local após denúncia de uma possível central de clonagem de cartões de crédito Gerência de Combat...

A polícia chegou ao local após denúncia de uma possível central de clonagem de cartões de crédito

Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) realizou na tarde de terça-feira (10) a prisão de quatro pessoas envolvidas com o jogo do bicho em Cuiabá. Além da detenção dos quatros suspeitos, os policiais apreenderam 48 máquinas usadas nas apostas e diversos aparelhos de cartões de crédito.

De acordo com a GCCO, o que chamou a atenção no material apreendido foi a citação dos nomes de João Arcanjo Ribeiro Filho e de sua ex-esposa, Silvia Chirata Arcanjo Ribeiro. Os policiais chegaram até ao local após uma denúncia anônima que apontava uma central que realizava a clonagem de cartões de crédito.

O local das apreensões foi em três pontos diferentes da capital: o Mercado Municipal, o Jardim Umuarama e no bairro Dom Aquino. Nenhum apostador foi localizado. O delegado interino da GCCO Luiz Henrique Damasceno explicou que os nomes e as anotações estão sendo investigados e não se pode ainda apontar qual é realmente há ligação de Arcanjo com os jogos.
Segundo a polícia, as denúncias em relação ao jogo do bicho aumentaram desde a saída de Arcanjo da cadeia, em fevereiro de 2017.

Ligação de Arcanjo com o jogo do bicho

Em entrevista ao Circuito Mato Grosso, em junho deste ano, o delegado Adriano Peralta revelou que o jogo do bicho reinou no estado por duas décadas. “O Estado de Mato Grosso era dominado pelo jogo do bicho, que acontecia no nome da empresa Colibri. A polícia, os poderes, as eleições passavam pelo jogo do bicho. O jogo do bicho atuava no Estado todo, principalmente na capital, onde existiam bancas espalhadas por tudo quanto é lado”, revelou.
“Era uma coisa institucionalizada, era quem controlava o Estado. Então você tinha que estar vinculado àquelas ordens que vinham de cima e de pessoas que recebiam dinheiro a mando do jogo do bicho”, completou.

O que é

O jogo do bicho é uma bolsa ilegal de apostas em números que representam animais. Foi inventado em 1892 pelo barão João Batista Viana Drummond, fundador do Jardim Zoológico do Rio de Janeiro, em Vila Isabel, Rio de Janeiro, Brasil.

A prática é considerada uma contravenção no Brasil, de acordo com o artigo 58 da Lei de Contravenções Penais (Decreto-lei 3 688, de 3 de outubro de 1941). As pessoas que o exploram são passíveis de prisão e multa e os apostadores são passíveis de multa.

Mesmo com a proibição, o jogo do bicho continua a ser praticado em larga escala nas ruas das principais cidades do Brasil. Em Mato Grosso quem detinha os direitos e comandava as operações de Jogo do Bicho, era o ex-comendador, João Arcanjo Ribeiro, que foi preso em 2003, na Operação Arca de Noé.

Com o mandatário afastado da cena por 15 anos, os jogos continuaram de forma camuflada e a Polícia Civil, por meio de denúncias e investigações, constantemente prendia apostadores, máquinas e dinheiros referentes à prática ilegal dos jogos.

Acusado de liderar o crime organizado em Cuiabá durante quase três décadas, João Arcanjo foi preso em 2008, quando estava foragido no Uruguai. Pesam contra ele acusações de assassinato, comandar o jogo ilegal (jogo do bicho e máquinas de caça-níqueis), evasão de divisas, formação de quadrilha, entre outros crimes que juntos acumulam uma pena de 82 anos de prisão.

Outras prisões

Em agosto de 2017, a Polícia Militar recebeu uma denúncia anônima que levou à prisão de um homem de 58 anos, na Praça da República, região central de Cuiabá, com materiais de apostas de jogo do bicho.

A polícia, de posse das informações, conseguiu localizar o suspeito com as características repassadas. Ao ser abordado, com o acusado os militares encontraram uma sacola com diversas cartelas de jogo de azar, além da quantia de R$ 2,9 mil em cheques e dinheiro.

Diante do flagrante, o suspeito foi conduzido ao Cisc do bairro Planalto para serem tomadas as medidas cabíveis.

No mês de setembro cinco pontos de apostas do jogo do bicho no município de Rosário Oeste (128 km de Cuiabá) foram desarticulados pela Polícia Judiciária Civil. No total, cinco pessoas foram conduzidas, três delas acusadas de promover a contravenção penal.

A operação denominada "Bicho Legal" foi voltada a combater a modalidade do jogo feita com máquinas de cartão de crédito. A Polícia Civil acredita que a central funciona em outro estado, possivelmente em Goiás. "Nesse jogo do bicho, as apostas são feitas eletronicamente. Conseguimos fechar cinco pontos na cidade, que estavam realizando essa contravenção penal", disse o delegado Walter de Melo Fonseca.

Durante a operação, os policiais apreenderam vários recibos de apostas em valores altos variando de R$ 500 a R$ 600,00.

De acordo com o delegado, a ação iniciou após policiais da Delegacia de Rosário Oeste receberem informações sobre pontos em que eram realizadas apostas de jogo do bicho. Com base na denúncia, a equipe de investigadores saiu em diligências e em uma loja próxima à delegacia os policiais encontraram o suspeito de gerenciar o ponto de apostas.

No momento da abordagem, havia dois apostadores no local, sendo recolhida a máquina de apostas, assim como comprovantes de jogos feitos naquele ponto. Em seguida, os policiais seguiram para outro endereço, no bairro Santa Isabel, onde detiveram o segundo suspeito, que também estava registrando apostas de jogo do bicho.

Sabendo da ação da Polícia, o terceiro suspeito de promover a atividade ilícita compareceu à Delegacia de Rosário Oeste para entregar a sua máquina de apostas. Os envolvidos assinaram Termo Circunstanciado de Ocorrência pela contravenção penal do jogo do bicho, no artigo 51 da Lei de Contravenções Penais, e foram liberados.

Já em outubro, a Polícia Militar localizou uma casa de apostas de jogo do bicho, em uma lanchonete no Centro de Várzea Grande. As apostas, segundo um dos homens detidos, seria parte do esquema de João Arcanjo Ribeiro.

Os policiais foram até o local após denúncias de que uma lanchonete, na Avenida Couto Magalhães, estaria realizando jogos de azar. Ao chegar à lanchonete, a equipe encontrou o dono do estabelecimento, W.J.S., de 49 anos, que confirmou estar praticando o crime e disse estar disposto a ligar para o “fornecedor”.

Por telefone, o homem disse que iria ao local conversar com a Polícia Militar. Porém, enviou um funcionário. O dono da lanchonete ainda disse que o jogo que ele realizava é parte dos esquemas de João Arcanjo Ribeiro, que na época estava preso no Centro de Custódia da Capital. Os dois foram encaminhados à Central de Flagrantes de Várzea Grande. O “fornecedor” ainda não foi encontrado.

No mês seguinte, Polícia Judiciária Civil efetuou a detenção de duas pessoas e apreensão de sete máquinas do jogo do bicho, que eram usadas em apostas em municípios da Baixada Cuiabana. A operação denominada "Bicho Legal 2" foi realizada no município de Rosário Oeste.

Uma denúncia referente a um veículo escuro, com pessoas que estavam na cidade promovendo apostas ilegais do jogo do bicho, chegou à Delegacia da Polícia.

"A gente recebeu informação e acabou fazendo a interceptação do veículo, com duas pessoas, que estavam com sete máquinas, todas para atender os pontos do jogo do bicho na região. Foi apreendido folder relativo à prática ilegal de uma empresa do Estado de Goiás", disse o delegado Walter de Melo Fonseca Junior.

Dentro do veículo foram encontrados: sete máquinas eletrônicas de apostas, duas baterias de cartão, 12 tabelas do jogo do bicho, um cartão pequeno, três carregadores, 117 bobinas de papel para as máquinas, cinco chips telefônicos, 32 fichas de cadastro de pontos do jogo do bicho, 17 tabelas de jogo e pouco mais de R$ 550,00.

O delegado informou que as duas pessoas, de 27 e 25 anos, responderam a termo circunstanciado de ocorrência (TCO) de contravenção penal do jogo do bicho e foram liberadas.

"Vamos continuar as investigações para identificar a origem das máquinas, que estavam guarnecendo pontos em Rosário Oeste, Jangada e Acorizal. Eles distribuíam folder e faziam até marketing do negócio. Isso é algo complexo que está se alastrando pelo Estado", destacou o delegado na época da operação.






























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Jogo do Bicho nunca parou e continua a todo vapor em Mato Grosso
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