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Engenheiros vistoriam MT 241 e constatam crime ambiental cometido por empreiteira em trecho da rodovia

Fonte: Elisângela Neponuceno-Nobres Noticias

Funcionários da RTA Engenharia, vistoriam na última terça-feira (05), a MT 241, uma das principais rodovias turísticas do Estado, no trecho que liga Nobres ao distrito de Bom Jardim, na região da Comunidade Sela Dourada para fiscalizar a situação de degradação da área que ocorreu após mudança do leito de um córrego que está provocando assoreamento na Lagoa do Salobão, local onde é realizado o mergulho de cilindro no município.

Os engenheiros devem encaminhar o laudo para a Secretaria de Infraestrutura, que notificará a empresa para que faça os reparos nos pontos afetados.

A vistoria foi acompanhada pelo proprietário da Lagoa do Salobão, vereador Gidalti Ferreira que apontou o desvio criminoso feito pelos responsáveis da obra.

O parlamentar afirma que várias nascentes já foram soterradas e o problema precisa ser solucionado o quanto antes.

Entenda o caso

Nossa reportagem registrou em março de 2018, os estragos que ocorreram após o desvio feito pela empresa contratada pela Secretaria de Infraestrutura do Estado (SINFRA), para realização da obra.

Moradores explicaram que além de mudar o curso do córrego, ainda abriram buracos que não foram canalizados com manilhas e já estão todos entupidos.

“A lagoa vai acabar sendo aterrada por resíduos, toda vez que chove, a agua, leva areia, entulhos, lixo e tudo o que encontra pela frente, isto configura crime ambiental”, denuncia o vereador Gidalti Ferreira de Jesus, proprietário do atrativo.

Gida (PP), lembra que durante a realização dos serviços fez questão de alertar os engenheiros e funcionários que executavam os trabalhos de aterramento, dos problemas que a mudança provocaria, porém não foi ouvido.

Segundo o parlamentar os danos observados caracterizam crime ambiental, que já foi denunciado ao ex-secretário de Estado de Meio Ambiente, o vice-governador Carlos Fávaro (PSD), que visitou o local no ano passado, acompanhado de técnicos, que se comprometeram em resolver a situação

Gida frisa que o local foi bastante degradado e que o crime fere todas as normas da legislação ambiental.

“Por falta de cuidados, os vizinhos estão sendo prejudicados, a nascente corre o risco de desaparecer e isto traz erros irreparáveis ao meio ambiente, ao ponto de interferir na vazão natural da lagoa”, argumenta.

O pedido de correção, também foi protocolado pela comunidade na Secretaria de Infraestrutura.