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Câmara de VG continua pagando R$ 19 mil para vereador preso por tráfico

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Folhamax

O vereador de Várzea Grande, Calistro Lemes do Nascimento, o "Jânio Calistro" (PSD), preso sob acusação de associação ao tráfico de drogas, segue com seus vencimentos inalterados no legislativo municipal. Em relação aos vencimentos de dezembro, o parlamentar detido embolsou R$ 19 mil, referentes a salário e verba indenizatória.

Calistro está preso desde o dia 19 de dezembro, quando a Polícia Civil deflagrou a Operação Cleanup. A informação do recebimento de salário e VI foi veiculada numa reportagem da TV Centro América e que foi ar no MTTV 1ª Edição desta terça-feira (14).

O parlamentar tem salário de R$ 10,021 mil. Já o valor da verba indenizatória é de R$ 9 mil.

A verba indenizatória possui caráter de “restituição”, ou devolução, de recursos gastos pelo vereador no cumprimento de seu mandato – viagens, diárias de hotéis etc. Na prisão desde o dia 19 de dezembro do ano passado, porém, Jânio Calistro não teria (ou deveria) ter despesas com o exercício de seu mandato.

A Câmara Municipal de Várzea Grande foi questionada sobre eventuais pedidos de cassação ou ao menos se há um movimento para afastar o vereador da comissão de ética da Casa. O órgão limitou-se apenas a responder que ainda não há denúncia contra Jânio Calistro (nem condenação), e que até segunda ordem suas responsabilidades funcionais no Legislativo Municipal permanecem inalteradas.

A Câmara confirmou o recebimento tanto do salário quanto da verba indenizatória pelo vereador referente ao mês de dezembro de 2019. Citou também que o legislativo já estava praticamente em recesso quando ocorreu a prisão, ou seja, não teria muito a descontar dele. 

Porém, admitiu que “não sabe o que fazer” em relação aos pagamentos de janeiro de 2020. Eventuais faltas e afastamento do mandato só ocorrerão a partir de 18 de fevereiro, quando será aberto o ano legislativo de 2020 e retomam as sessões plenárias.

OPERAÇÃO CLEANUP

Jânio Calistro foi preso durante a deflagração da operação Cleanup. Segundo o delegado titular da Delegacia Especializada de Repressão a Entorpecentes (DRE), Vitor Hugo Bruzulato Teixeira, as investigações iniciaram em virtude de uma denúncia anônima recebida pela DRE e que relatava a atuação de um grupo de traficantes na cidade de Várzea Grande. Este grupo, segundo o delegado, é responsável por 90% do tráfico de drogas no município.

O trabalho investigativo durou cerca de 70 dias e permitiu identificar diversas pessoas associadas para o tráfico, sendo realizadas as prisões em flagrante de 6 pessoas e apreensão de grande quantidade de drogas em posse dos presos.

Durante a operação Cleanup foram emitidos 23 mandados de prisão e 33 de busca e apreensão.

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