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Médicos ameaçam parar em Cuiabá

Fonte: folhamax


A primeira Tribuna Livre de 2020 deu voz ao Presidente da Anesclin, o médico José Pinheiro Coelho Filho, que falou sobre a defasagem da complementação aos valores da tabela SUS para média complexidade paga aos médicos de sua especialidade.

O médico esclareceu que os valores dessa tabela não são reajustados há mais de quinze anos e para agravar o quadro, o atual Secretário Municipal de Saúde, Antônio Possas de Carvalho, além de não repassar os valores da complementação, “não abre espaço para negociação”. Em razão disso a categoria anuncia que pleiteia entrar em greve a partir do próximo dia 10 de março, caso não seja atendida em suas reivindicações.

Como exemplo da situação delicada que vivem, o médico fez uma comparação com os valores recebidos pelos anestesistas do Santa Helena e os do Novo Pronto Socorro.

Segundo afirmou, para o Santa Helena foram pagos, referentes aos trabalhos realizados em novembro de 2019, pouco mais de R$ 17 mil por 317 cirurgias realizadas, representando cerca de R$ 53 por cirurgia, em valores brutos, descontando os impostos, esse total cai para cerca de R$ 14 mil, que divididos pela equipe de onze profissionais, chega a pouco mais de mil reais para cada médico. “Será que esse trabalho complexo e de alta responsabilidade vale só R$ 1 mil”, questiona o médico.

Para o PS, entretanto, foram destinados, ao mês, R$ 66 mil, o que significa R$ 2,2 mil por dia trabalhado, em plantão de 12 horas. Dr. Pinheiro salienta que essa é a tabela real. “Não são os profissionais do PS que ganham muito, nós do Santa Helena que estamos ganhando muito pouco”, disparou.

O vereador Ricardo Saad (PSDB), autor do convite, criticou a postura do Secretário Possas. Para o tucano, o secretário “não tem visão de gestor”, porque parece não perceber a injustiça que comete contra os anestesistas.
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