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MPE denuncia dois PMs por disparo na cabeça de mulher em MT

Fonte: midianews


O Ministério Público Estadual ingressou com ação civil pública por ato de improbidade administrativa e denúncia criminal contra os policiais militares Weberth Batista Ribeiro e Ezio Souza Dias.

Na noite do dia 17 de janeiro, os dois PMs foram flagrados por câmera de monitoramento de segurança, na Avenida Tangará, no Município de Sorriso, atirando contra uma mulher que estava com o namorado em um ponto de ônibus.

No âmbito criminal, os policiais vão responder pelos crimes de tentativa de homicídio praticado por motivo fútil, mediante recurso que dificultou a defesa da vítima e com a utilização de meio cruel.

Já na esfera cível, o MPE pediu, em caráter liminar, o afastamento dos dois da função de policial militar e, ao final da ação, a condenação por ato de improbidade administrativa.

Consta na denúncia, que no dia do crime, a Polícia Militar local recebeu diversas ligações anônimas relatando que os policiais estariam no “Bar do Careca”, agredindo pessoas e dando tiros . De acordo com relatos dos policiais ouvidos durante o inquérito, as denúncias anônimas afirmavam também que os dois haviam atirado contra uma mulher.

“As imagens do circuito interno de segurança obtidas pela Polícia Civil indicam que os increpados se aproximaram das vítimas, que estavam sentadas, bem como encostadas numa parede, literalmente encurraladas, dificultando suas defesas, quando desfecharam o primeiro disparo de arma de fogo em direção a elas, simplesmente por que estavam em seu caminho”, diz um trecho da denúncia do MPE.

Após o primeiro disparo, conforme o MPE, os policiais passaram a agredir as vítimas com tapas e socos. Segundos depois, o policial Ezio Souza Dias retorna empunhando a arma de fogo e mirando em direção às vítimas, enquanto o outro dá sequência à sessão de tapas e soco, quando é possível perceber a ocorrência de mais um disparo contra o casal.

“Posteriormente, para concluir o intento homicida, Ézio se aproxima ainda mais das vítimas com o instrumento bélico apontado para elas, visando abatê-las, quando então Elizangela suplica, dizendo: “Pelo amor de Deus, não dispara”. Contudo, o increpado desfecha mais um tiro na direção de ambos, logrando êxito em atingir o rosto de Elizangela, que cai ferida ao solo, sangrando muito”, diz a denúncia.

De acordo com os laudos anexados ao processo, o tiro atingiu a face da vítima, causando ferimentos gravíssimos.