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Servidor com sintomas de Covid-19 trabalhou por 3 dias em MT



Servidores que atuam na sede da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci) e em escolas ligadas à pasta reclamam de falta de limpeza e negligência com funcionários que apresentam sintomas do novo coronavírus (Covid-19). Sem empresa para a higiene dos locais, os próprios professores e demais servidores têm que realizar a tarefa.

Uma professora denunciou ao que há 6 meses a empresa de limpeza deixou de atender os locais e outra não foi contratada. “Se a gente quiser sala limpa, banheiro limpo para nós e para os alunos, temos que limpar”, afirma a professora.

Além da falta de limpeza no espaço interno, a área externa é tomada por mato e animais.

A situação nas unidades se agravou ainda mais depois do surgimento de casos suspeitos de coronavírus. Há casos de funcionário com sintomas da doença que foi trabalhar por 3 dia seguidos, mesmo passando mal, e o Estado não fez a dispensa.

“Não há nem papel higiênico, quiçá álcool em gel ou outras ferramentas que possam impedir a proliferação do vírus. Os servidores limpam o que é possível. Mas não tem como ficar mantendo esse serviço”, afirma a denunciante.

A partir de segunda-feira (23) as aulas estão suspensas em todo o estado, no entanto, as atividades administrativas serão mantidas. Apenas trabalhadores que se enquadram nos grupos de risco não comparecerão às escolas.

“Manter a jornada de trabalho: Direção, Coordenação Educacional e de ração Escola Comunidade e demais servidores das Escolas Técnicas Estaduais da ITECI”, diz trecho do ofício 08/2020 da Secitec, assinado pelo secretário adjunto da pasta, Stéphano Benevides do Carmo.

Outro lado

A Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci) esclarece que o contrato com as empresas terceirizadas venceu em novembro do ano passado. Com isso, foi aberto o processo de licitação para a contratação dos serviços.

Durante os trâmites licitatórios, duas empresas entraram com mandado de segurança prejudicando o andamento do processo, o que fez com que fosse encaminhado ao Tribunal de Justiça.

Atualmente, o processo está na Procuradoria Geral do Estado (PGE), que deverá emitir parecer na próxima semana.

Fonte: folhamax