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Alimentos vencidos lotam secretaria em MT



O Ministério Público Federal (MPF) abriu inquérito para investigar os motivos pelo qual cerca de toneladas de alimentos para merenda escolar estarem com a data de validade vencida nos depósitos da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci).

Os alimentos foram adquiridos com recursos do governo federal, através do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), por isso a investigação está nas mãos da Polícia Federal.

O GD teve acesso a imagens que mostram caixas de alimentos que foram adquiridos por meio de pregão eletrônico público ainda na gestão do ex-governador Pedro Taques (PSDB), e que não foram distribuídos para as escolas técnicas do Estado.

Conforme o GD apurou muitos alimentos tiveram o seu prazo de validade vencido a partir do 2º semestre de 2019, já durante a administração de Mauro Mendes (DEM), que tem Nilton Borgatto (PSD) como secretário.

A reportagem conversou com alguns servidores da Secretaria que explicou que a demanda da merenda escolar parte das unidades escolares, com a quantidade de alunos por turma e curso.

Quando o alimento chega, cabe a Seciteci encaminhar para as unidades escolares. "O que não sabemos é porque não houve a distribuição, ou até mesmo a doação desses alimentos. Isso é disperdício do dinheiro público", disse um dos servidores que pediu anonimato.

Só em 2018, em um dos pregões, a Seciteci gastou R$ 1,222 milhão "para fornecimento de Kits lanche contendo (Biscoito salgado, biscoito doce e suco) para atender aos cursos de formação inicial e continuada e aos cursos técnicos (...) nas unidades pólo de Sinop, Tangará da Serra, Barra do Garças, Alta Floresta, Cuiabá, Diamantino, Rondonópolis, Lucas do Rio Verde e suas respectivas unidades remotas", diz trecho de um dos documentos.

Em abril passado, uma denúncia chegou até a Secretaria da distribuição de alimentos vencidos, entre sucos de caixinhas e bolachas, para servidores da Escola Técnica de Barra do Garças e para uma comunidade do município. No entanto, a denúncia aponta que os produtos já estavam vencidos.

Outro lado

A reportagem procurou a assessoria de imprensa do órgão que ficou de encaminhar uma resposta.

Fonte: folhamax