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Assassino de motorista matou para pagar traficante em MT



O jovem de 20 anos preso suspeito de torturar e assassinar o motorista de aplicativo Gleidison Leite Sampaio, de 39 anos, disse à polícia que a intenção era roubar o carro da vítima para pagar uma dívida com traficantes e, possivelmente, em seguida, entrar para uma organização criminosa. O crime ocorreu no dia 28 de abril em uma pousada na região do Olho D'Água, em Santo Antônio de Leverger, a 35 km de Cuiabá.

Um casal, sendo o jovem de 20 anos e uma adolescente de 17 anos, foi preso na segunda-feira (18), em Juscimeira, na região sul do estado. A delegada Anamaria Machado contou à reportagem que o suspeito do crime disse que não tinha intenção de matar a vítima, entretanto, após resistência do motorista, o grupo o matou.

“Primeiro amarram a vítima e ela não parava de gritar. Eles colocaram uma toalha para parar o barulho e não serem identificados, mas não adiantou. Então eles pegaram uma barra de ferro e deferiram duas vezes na cabeça da vítima”, explicou.

No entanto, segundo a delegada, apesar dos ferimentos na cabeça, o motorista foi morto por sufocamento. “É um crime bárbaro que chocou toda a sociedade e a prisão representa uma resposta”, disse.

O motorista não tinha passagem pela polícia e nem ligação com nada ilícito, segundo a Polícia Civil. Anamaria disse ainda que o crime seria um “passe de entrada para a organização criminosa”. Além do casal, outras três pessoas teriam participado do crime e são procuradas pela polícia.

Os outros suspeitos são um adolescente de 14 anos, que seria irmão do jovem preso, um homem que seria o mandante do crime e faz parte de uma organização criminosa, e outro jovem ainda não identificado pela polícia. “Já identificamos o mandante e agora é só uma questão de tempo para a medida cautelar. O menor também já tem mandado de apreensão expedido”, explicou a delegada.

O veículo roubado pelo grupo ainda não foi recuperado pela polícia. Gleidison foi torturado, amarrado e teve um pedaço da orelha arrancado. Ele morava em Primavera do Leste.

Segundo a Polícia Civil, Gleidison estava amordaçado, tinha os braços amarrados para trás com cordas, pernas amarradas na altura dos tornozelos e parte da orelha arrancada. O proprietário do hotel afirmou que três pessoas chegaram ao local, sendo dois homens e uma mulher, e pediram um quarto.

Minutos depois disseram que iriam sair para ajudar um amigo que estava com problemas na motocicleta. Dez minutos depois eles voltaram com Gleidison até o quarto do hotel.

O grupo saiu horas depois e a vítima foi encontrada morta no local. Imagens das câmeras de segurança da pousada mostram o momento em que suspeitos chegam ao local com o motorista de aplicativo.

Fonte: folhamax