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'Amazon também lucra com pirataria', diz defesa de site IPTV



Uma aliança de grandes estúdios produtores de filmes e séries entrou com uma ação contra um provedor IPTV chamado Nitro TV. O que poderia ser apenas um entre vários processos contra supostos fornecedores de conteúdo pirata ganhou ao menos um ponto curioso: em sua defesa, o Nitro TV disse que a Amazon, que faz parte do grupo de estúdios, não pode processar ninguém por pirataria, já que também lucra com violação de direito autoral.

Em abril, um grupo com estúdios como Columbia, Disney, Paramount, Warner, Universal e Amazon entraram com uma ação contra o Nitro TV, que oferece acesso via IPTV a conteúdo de TV ao vivo protegido por direitos autorais em uma série de dispositivos diferentes, da web a smart TVs incluindo também celulares e tablets.

Entre o conteúdo oferecido no Nitro TV, além de canais com programação 24 horas por dia ainda tinha séries como Friends e filmes incluindo Homem-Aranha e Capitão América. A aliança de estúdios cobra US$ 150 mil por cada conteúdo com direito autoral violado.

O curioso veio na defesa de Alejandro Galindo, o suposto operador do Nitro TV. Em um documento enviado para a justiça dos EUA, ele afirmou que as empresas que o processam não têm "as mãos limpas" - ele se refere especificamente à Amazon.
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O motivo, segundo Galindo, é que a Amazon lucra com a venda de receptores IPTV e outros pacotes piratas vendidos em suas plataformas de marketplace.

"Um dos autores falhou ao mitigar os danos e está se engajando em uma ação seletiva, já que existem centenas ou até milhares de revendedores IPTV no site da Amazon. Portanto, a Amazon lucra com o suposto crime e isso é conhecido há tempos", continuou.

Galindo foi além e disse que o fato da Amazon vender produtos supostamente pirateados é ainda pior do que a negociação de serviços IPTV pelo rapaz. "A Amazon cria uma situação em que sanciona serviços IPTV, o que leva pessoas comuns a acreditarem que não há nada errado em atuar como vendedor ou revendedor desses serviços", concluiu.

A defesa de Galindo pediu um julgamento com júri, e, a partir de agora, os dois lados começam a analisar as informações para continuar com o processo.

Fonte: olhardigital